sábado, 23 de abril de 2011

SAWABONA - SOBRE ESTAR SOZINHO.












SAWABONA - É um cumprimento usado no sul da África que quer dizer
" Eu te respeito, eu te valorizo, você é importante para mim".
Em resposta as pessoas dizem:
SHIKOBA
cujo significado é:
"Então eu existo para você".

Não foi apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.
O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria, prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.
A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século.
O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.
Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher: ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino.
A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raíz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se for manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.
A palavra de ordem deste século é PARCERIA. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. As pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras.
O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração.
Não é o príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo , e depois tem de ir se reciclando para se adaptar ao mundo que fabricou.
Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral.
A nova forma de amor, ou mais amor, tem outra feição e significado. Visa à aproximação de dois inteiro, e não a união de duas metades, E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solião é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa.
As boas relações afetivas são ótimas e muito parecidas com o ficar sozinho: ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.
Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.
Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.
Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.
Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de cada um.
O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
( Dr. Flávio Gikovate )

Texto retirado da revista AUTOESTIMA de agosto de 2010 ( Curitiba - Pr ).


sábado, 9 de abril de 2011

CHACINA NA ESCOLA EM REALENGO - UMA REFLEXÃO


Chacina na escola de um tempo pós-liberal

07/04/2011
Por quê? Por quê? Após uma tragédia como a da escola de Realengo, esta é a questão. Por que as coisas ocorreram como ocorreram? Por que o ex-aluno se tornou o atirador que provocou a chacina? Algumas dessas perguntas são importantes como perguntas retóricas. Fazem parte do processo de luto que já se inicia. Outras perguntas desse mesmo tipo não fazem parte do luto, são feitas por pessoas não próximas do evento, que querem entender e criar condições para que situações assim não ocorram. Ambas são importantes. Mas, o luto é o luto; e as perguntas para prevenir, são as que pedem resposta.

A pior resposta é aquela que aponta para a “loucura” do atirador. Louco é louco. Quando dizemos que alguém foi possuído pela insanidade e atirou em outros, criando uma chacina, não dizemos absolutamente nada. Ou melhor, dizemos exatamente o que queremos ouvir: estamos diante do inevitável, pois ninguém pode saber quando alguém que, se parecendo depressivo ou solitário, irá sair disso para a “loucura propriamente dita”.

Falando assim, tiramos dos ombros nossos e de toda a sociedade qualquer peso.

Outra resposta ruim é aquela que encontra na escola a culpa de tudo. A ESCOLA, que na verdade é vítima, é responsabilizada pelo crime. Os professores e diretores são, então, responsabilizados pelo fato de que um aluno, num ano indeterminado, sofreu bullying, e então voltou um dia para a vingança. Essa resposta é PIOR que a da “loucura”, pois ela também gera a inércia que se põe na vala do que precisamos para nos SAFARMOS de qualquer responsabilidade, nós que não somos os professores daquela escola. Afinal, quem é que vai conseguir saber, não sendo PROFESSOR lá, quando é que alguém que passou por bullying irá voltar?

Aliás, em um determinado nível, a própria escola pode também não querer nem mesmo pensar no assunto, pois pode argumentar algo assim: como que é possível identificar quem sofreu bullying? Quem sofre o bullying é o silencioso, e a escola está PREOCULPADA com o “barulhento”, o “indisciplinado”, o que provoca o bullying. Não se muda essa cultura tão fácil. E, afinal de contas, ninguém quer marcar quem sofreu bullying, tudo é feito para que isso não vire um trauma, que seja esquecido. Ou esquecido seriamente ou simplesmente esquecido através da “vista grossa”.

Mas uma resposta melhor é que viria da investigação de outros elementos que criam o autor de chacinas em escolas ou coisas do tipo. Um traço comum dessas pessoas é a SOLIDÃO. Os atiradores são pessoas silenciosas, com uma vida esvaziada e, enfim, com algo que todos podem notar: são sozinhas. Mas são sozinhas de uma maneira especial. Não que não tenham parentes ou amigos. Não! A questão é que elas não dividem, não contam, não conversam, não trocam. Elas não possuem necessidade de atirar em alguém, elas têm é NECESSIDADE de se comunicar. Tanto é que todos esses crimes são cometidos por pessoas que deixam cartas para serem lidas depois da chacina ou, ainda, deixam mensagens na Internet ou em outros meios em que avisam o que vão fazer, inclusive expondo motivos. Não importa se os motivos são inteligíveis ou não. Ou se são verdadeiros ou não. Ou se são trágicos ou não. A questão não é essa. Pois tudo isso é secundário. O ponto central é que a SOLIDÃO e a falta de poder se comunicar, trocar informações e, enfim, ser ouvido, é o que está na base das motivações que geram o atirador que cria chacinas.

Por isso é que esses tipos aparecem mais em sociedades de massa. Os Estados Unidos e a Europa, onde todos estão com todos e, no entanto, muitos, estando com todos, estão sozinhos, são lugares onde é fácil que existam pessoas propensas às chacinas. O Brasil já é uma sociedade de massas e, por isso mesmo, também tem visto as chacinas ocorrerem. O caso da escola de Realengo não é um fato isolado. Mas, pelo número de mortes, foi para a TV, se igualando aos casos desse tipo no exterior. Todavia, quem acompanha a vida de perto sabe que a sociedade brasileira está vivendo tal coisa já há algum tempo.

À medida que os jovens brasileiros puderem adquirir armas com a facilidade com que os jovens americanos as adquirem, essas chacinas serão mais espetacularmente parecidas com as dos países mais desenvolvidos. A base motivacional será, no entanto, a mesma: solidão da sociedade onde todos estão com todos o tempo todo. A solidão do excesso de não solidão. Ninguém pode mais ficar entre seus livros, na sua biblioteca, consigo mesmo – como o FILOSÓFO Montaigne dizia que ele adorava ficar. Essa solidão verdadeira, saudável, não existe mais. Na nossa sociedade a solidão é provocada pelo excesso de contato que, enfim, cria a sensação de que deveríamos ser populares, vencedores, estrelas de TV e, no entanto, não temos ainda o CONTATO de troca como gostaríamos de ter.


Numa sociedade liberal e moderna, mas não ainda uma sociedade de massas, o que se pede aos indivíduos é que tenham as suas relações com um grupo de amigos, familiares ou de namoros. Mas numa sociedade liberal e moderna de massas, o que se exige dos indivíduos é que eles tenham um número de relações tão grande quanto o das celebridades dessas sociedades. Todos são estrelas. Devem ser estrelas. Precisam ser reconhecidos como estrelas. Precisam SER ouvidos e ganharem em trocas comunicacionais. Caso isso não ocorra, então, a saída é a destruição dessa sociedade. Se a sociedade é grande demais, eu, que sou o frustrado dessa sociedade, preciso ao menos destruir o meio mais próximo que a representa ou a representou na minha vida – a ESCOLA é um bom lugar para tal.

Nesse caso, a destruição é o momento de não-anonimado. É o momento do fim da solidão. O momento da troca. A troca da dor. O contato e a vitória aparecem nessa troca. A troca da violência é, antes que vingança, um ato de solicitação da conversa. QUERO ser ouvido, visto. Quero ser um indivíduo que tem um grande FACEBOOK, que possa ser AMADO. SOU alguém que não é um lixo, um solitário. Ao menos na hora da minha morte.


Quando entendermos filosoficamente esse recado, talvez não possamos fazer muito pelas escolas a não ser colocar guaritas. Mas estaremos entendendo muito do que faz aparecer o autor de chacinas como a da escola de Realengo e, também, chacinas e comportamentos de banditismo em regiões pobres, ligados ou não ao tráfico de drogas. Há no banditismo em geral esse elemento de espetacularismo de quem precisa sair do anonimato.

Quando entendermos isso filosoficamente, vamos entender muito do que temos construído como sociedade liberal moderna de massas ou, se quisermos, como uma sociedade pós-liberal ou pós-moderna.

© 2011 Paulo Ghiraldelli Jr., filósofo, escritor e professor da UFRRJ

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A MARAVILHOSA ARTE DE SER FELIZ por Nil Oliver



Quem me acompanha na vida real e na virtual sabe que tenho estado à voltas com minhas reflexões sobre a vida e como enfrentar os obstáculos que se nos revelam nessa maravilhosa e intrigante jornada em busca da felicidade.

Todos indubitavelmente sentem uma grande necessidade de serem felizes mas, porque muitos então não conseguem êxito nisso?

Então estive observando como meus amigos pensam e o que falam sobre isso e também lendo alguns pensadores, muitos de meus amigos dizem que o sofrimento é inevitável mas a dor é opcional, palavras essas de autoria de Carlos Drummond de Andrade.

Bem, então fiquei a pensar, mas de fato temos o controle da dor, podemos mesmo optar por não sentí-la?

E em um primeiro momento confesso que achei isso meio utópico, mas, com o passar dos dias essa idéia foi amadurecendo em mim e a ela somaram-se outras tantas que deram consistência a esse pensamento do ilustre poeta.

Procurei colocar na prática e decidi que não iria me permitir a dor, mas reagir, e a primeira coisa que fiz foi deixar de pensar sobre a razão principal de meu sofrimento, além de avaliar todo meu passado e a postura que tive frente à minhas mazelas pessoais. Notei que muitas das dores que tive e foram por mim alimentadas não tiveram razão de ser, ou porque um dia elas se dissiparam ou porque nada poderia mesmo ser feito a não ser aceitar e continuar lutando com otimismo e força.

Passei então a alimentar a amizade, buscar a companhia ao invés do isolamento ( o que não impede que em dados momentos eu me isole para elaborar meu mundo interior ). Abri meu coração, falei o que estava sentindo e busquei no amor e na compreensão,

o alento que eu precisava, e - encontrei!

Vi que apesar de meus pré- conceitos sobre a frieza do mundo e o distanciamento das pessoas, provocado pela era cibernética eram também equivocados, existe sim

gente disposta a doar um pouco do seu tempo para o outro,

existe sim alguém disposto a falar ao nosso coração, a nos ouvir e a nos animar!

Palavras essas que foram fecundas no meu eu e que fizeram nascer um jardim.



O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.


"Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses."

Rubem Alves


A tristeza é um muro entre dois jardins.

Khalil Gibran


E então eu deixei de supervalorizar a fatalidade que por vezes nos atinge para focar na nossa capacidade de reação, de superação, de renovação e provar do poder restaurador do amor, degustando com a alma cada palavra de alento e ânimo que recebi.

Existe um texto magnífico de Shakespeare que fala exatamente isso, e aproveito para colocá-lo aqui apesar de extenso ele é importante.

UM DIA VOCÊ APRENDE

(Willian Shakespeare)


Depois de algum tempo você aprende a diferença,
a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se,
e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a aprender que beijos não são contratos
e presentes não são promessas.
E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida
e olhos adiante, com a graça de um adulto
e não com a tristeza de uma criança.
E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos,
e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima
se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importe,
algumas pessoas simplesmente não se importam…
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa,
ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para se construir confiança
e apenas segundos para destruí-la,
e que você pode fazer coisas em um instante,
das quais se arrependerá pelo resto da vida.
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer
mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida,
mas quem você é na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos que mudar de amigos
se compreendemos que os amigos mudam,
percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa,
ou nada, e terem bons momentos juntos.
Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida
são tomadas de você muito depressa,
por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos
com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros,
mas com o melhor que você mesmo pode ser.
descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo,
mas se você não sabe para onde está indo,
qualquer lugar serve.
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão,
e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade,
pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação,
sempre existem dois lados.
Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer,
enfrentando as conseqüências.
Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute
quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência
que se teve e o que você aprendeu com elas
do que com quantos aniversários você celebrou.
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens,
poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia
se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva,
mas isso não lhe dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer
que ame, não significa que esse alguém não o ama,
pois existem pessoas que nos amam,
mas simplesmente não sabem como demonstrar isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém,
algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga,
você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido,
o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto,plante seu jardim e decore sua alma,
ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar…
que realmente é forte, e que pode ir muito mais
longe depois de pensar que não se pode mais.
E que realmente a vida tem valor
e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem
que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

E seguindo nas minhas reflexões estive olhando a obra de Shopenhauer - O Mundo Como Vontade e Representação, onde ele fala sobre o nosso processo de busca da felicidade.

Shopenhauer diz que somos essencialmente movidos pela supressão da vontade que figura todo movimento humano na busca da satisfação e do prazer, já que essa é a causa de todo o sofrimento.

Então sendo a vontade algo irracional, um instinto que não pode se manifestar de forma pura, mas sim elaborada diante da realidade que a suprime, nosso mecanismo é a representação onde sublimamos a vontade pela moral, arte, música, etc, dando-lhe o polimento necessário para que essa se mostre no mundo real de forma aceitável, ou seja, como um paliativo para a dor que ela representa enquanto não realizada.

Seria então a suprema felicidade uma busca de interação relacional no mundo onde não cabe a individuação mas sim, a confraternização.

Pensando nisso eu agrego aqui também o religare proposto pela religião, e para mim, religião nada mais é do que a prática do amor entre os seres humanos, mas sim um amor altruísta e incondicional, que foi o que eu tive e fêz toda a diferença no meu processo.

Bjs



sexta-feira, 24 de setembro de 2010

¿Cómo no ser feliz cuando tenemos un angel en nuestras vidas? - GRACIAS OLIVERIO ASCASCIUS!



Estou aqui postando um poema de um amigo muito especial que me fêz feliz com seu belo poema!
Oliverio, a vida vale a pena por existirem pessoas tão lindas quanto você!
Obrigada querido! Deus te abençõe! =)




ASUMO

Sé cómo duele,
por eso he decidido asumir
tu dolor como propio.
Aliviar el peso de tu pasado.
La expiación de tus heridas.

Hoy que no tienes sonrisa,
que se te ha roto como los cristales.
Te doy toda mi alegría
para fecundar la poca que te queda.
Hoy que tu fuerza es débil,
tristemente moribunda,
te doy mi energía y mis ganas
para que puedas vencer tus penas.

Hoy que has llorado,
recojo las lágrimas que dejaste
para hacerte un collar de perlas
y colgarlas de tu cuello.
Hoy que te veo triste y alejada
extiendo mis brazos
como ángeles que te llaman.
Ellos serán tu refugio
y el remanso de tu alma.
Abro mi corazón y mi destino
para recibirte con el mayor de mis afectos.
Tienes que ser feliz.

Oliverio Ascascius.

"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha, e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."

Charles Chaplin


Arquivo do blog

Seguidores